segunda-feira, 29 de junho de 2015

“50 Tons de Cinza” não é o primeiro a retratar o sadomasoquismo.

O cinema comercial perdeu os pudores nos anos 1970 com "Último Tango em Paris" e "De Olhos Bem Fechados"

Desde que o cinema comercial (veja bem: não estamos falando de pornô) perdeu os pudores nos anos 1970, volta e meia aparece um filme com conteúdo erótico um pouco diferente que acaba virando mania. Bom ou ruim, elegante ou apelativo, esse tipo de produção não só vai bem de bilheteria como acaba virando tema de conversa de bar ou de bebedouro de escritório – e quem não foi ver acaba se sentindo deslocado. Toda a antecipação criada leva a crer que é isso que vai acontecer com 50 Tons de Cinza, que já está em cartaz. 

É o filme baseado no primeiro da trilogia de livros da inglesa E.L. James que já vendeu mais de 100 milhões de exemplares no mundo todo. Literariamente, nem era grande coisa, mas quantas das pessoas que compraram pela promessa de excitação sensual se importam com isso? A mistura de sexo diferente com um toque romântico (que lembra muito o daqueles livretinhos do tipo Sabrina que eram vendidos em bancas de jornais para um ávido público feminino) triunfou no papel e deve repetir a dose nas telas. Só como parâmetro: em seis meses no ar no YouTube, o trailer brasileiro chegou a quase 6 milhões de exibições.

É muito provável que muitas das leitoras apaixonadas por 50 Tons arrastarão uma companhia masculina ao cinema. Para ver o poderoso e enigmático bilionário pervertido Christian Grey (interpretado pelo ex-modelo Jamie Dornan) conquistar a mocinha Anastasia Pierce com amarras, vendas e chicotadas.

No papel da presa que se rende, a novata Dakota Johnson tem a aparência certa de inocência prestes a ser convertida à submissão desejada. Seus genes de beleza ajudam: é neta de Tippi Hedren (estrela do clássico Os Pássaros, de Alfred Hitchcock) e filha de Melanie Griffith (de Dublê de Corpo, Totalmente Selvagem e Uma Secretária de Futuro, sucessos dos anos 1980).

Nem é a primeira vez que o sadomasoquismo chega ao cinema. Mas o frisson causado pelos livros multiplica o impacto de 50 Tons…, que não terá problemas para ingressar no seleto clube dos blockbusters sensuais, antes apenas retratados por "Último Tango em Paris" e "De Olhos Bem Fechados". Curiosas? Então
assistam.

 fonte: http://vip.abril.com.br/50-tons-de-cinza-nao-e-o-primeiro-a-retratar-o-sadomasoquismo/

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