quarta-feira, 3 de abril de 2013

Compare a eficácia dos anticoncepcionais hormonais




Hoje há uma série de métodos contraceptivos hormonais que se adequam à rotina e ao corpo de cada mulher. A lista é grande – comprimido, anel, adesivo, implante – mas qual é o mais eficaz? Quais são os benefícios e os incômodos de cada um? Veja a comparação dos principais anticoncepcionais hormonais e lembre-se: antes de iniciar o uso, consulte o seu ginecologista para descobrir se é o método mais indicado para você. Mas lembre-se nenhum destes métodos previne a AIDS, vírus HIV, ou qualquer outro tipo de doença sexualmente transmissível.

Pílulas combinadas

Com 99,9% de eficácia, elas são indicadas para mulheres que conseguem ter disciplina para tomar o comprimido todo dia no mesmo horário. A dosagem e o tipo de ciclo – 21 dias ou 28 dias – variam de acordo com a prescrição médica, mas em qualquer caso a ingestão é oral diária. Os hormônios estrogênio e progestagênio ajudam regular a menstruação. As pílulas combinadas não são indicadas para mulheres com contra-indicações ao uso do estrogênio e que apresentarem intolerância gástrica.

Pílulas só com progestagênio

Comprimido diário que também deve ser tomado todos os dias no mesmo horário e não contempla intervalo entre as cartelas. Há a pílula de média dose (contendo desogestrel), que tem ação semelhante à pílula combinada porque age inibindo a ovulação. Já a de baixa dose (minipílula) é indicada apenas para o período de amamentação, em virtude da sua baixa eficácia em outros casos. A média dose tem eficácia de 99,7%, evita os efeitos colaterais produzidos pelos estrogênios, como náuseas e dores de cabeça, mas pode causar irregularidade menstrual. A pílula de baixa dose apresenta os mesmos benefícios e inconveniente, mas tem sua eficácia reduzida fora do período de amamentação. O método só com progestagênio é indicado para mulheres que não desejam ou não pode usar o estrogênio, entre elas: que amamentam, fumam e têm mais de 35 anos ou com fatores múltiplos que aumentam o risco para a doença cardiovascular

Anel vaginal

Com 99,7% de eficácia, o anel vaginal é um método mensal no qual a própria mulher coloca e retira o anel de silicone transparente e flexível, que age liberando hormônios continuamente. Tem duração de três semanas e uma semana de intervalo. O método, além de ser fácil de usar, tem baixas doses hormonais, costuma regular a menstruação e não requer tanta disciplina já que só precisa ser trocado uma vez por mês. O único incômodo para algumas mulheres é ter que se tocar para a inserção e remoção do anel.



Adesivo transdérmico

Colocado sobre a pele das costas, braço ou nádegas a cada sete dias, durante três semanas consecutivas com uma de intervalo, o adesivo transdérmico é um método com 99,7% de eficácia. O adesivo – que precisa estar bem colado – age liberando hormônios (estrogênio e progesterona) continuamente. Os inconvenientes desse método são o fato do adesivo ficar aparente e poder descolar a qualquer momento, além de possíveis irritações na área onde foi aplicado. Não pode ser usado em mulheres acima dos 90 kg.

DIU
Para as mulheres que querem um anticoncepcional hormonal de longa duração, o DIU é uma boa opção. Com 99,4% de eficácia, dispositivo de cobre com ou sem hormônio é introduzido no útero pelo ginecologista. A duração pode variar de 5 a 10 anos, dependendo do modelo.

Injetável

Em duas versões – mensal ou trimestral – o método necessita de um profissional da saúde para a aplicação. A injeção libera estrogênio e progestagênio (mensal) ou só progestagênio (trimestral) gradualmente, impedindo a ovulação. É aplicado no músculo, normalmente nádegas ou braço, e tem eficácia de mais de 99% para a versão mensal e 99,8% para a trimestral.

Bolsa de Mulher

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