sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mercado erótico aposta em ‘sadomasoquismo elegante’




Para pegar carona na febre “ Cinquenta Tons de Cinza ” – livro que apresentou o pornô soft às mulheres do mundo – uma grife brasileira de acessórios eróticos aposta no que chama de “sadomasoquismo elegante”. Com o slogan “Para cada tom de cinza há um tom de pink”, a marca Pink Cherry desenvolveu produtos pensando nas “Anastasias” brasileiras – nome da protagonista do best-seller escrito pela autora britânica E. L. James.
“É como a ideia do meu primeiro sutiã. É o meu primeiro sex toy (brinquedo erótico) . Oferecemos produtos delicados, de qualidade e nada grosseiros. Acho que isso ajuda a se aproximar do mercado feminino”, diz Rodrigo Bins, 37 anos, sócio da grife.
Hot Fair no Rio de Janeiro 

Os produtos da marca foram apresentados na quarta edição da Hot Fair, maior feira erótica da América Latina, que aconteceu entre os dias 20 e 25 de novembro, no Rio de Janeiro. 

Janaina Haas, 28 anos, representante da marca, explica que para a mulher é apenas uma questão de perder o medo. “O nosso propósito é trazer o sadomasoquismo de uma maneira mais sutil para dentro do lar. Por isso lançamos o material na cor pink”, afirma.
A modelo Tais Delfini, 27 anos, desfilava pela Hot Fair com uma coleira cor-de-rosa presa em uma corrente, explicando para os clientes a proposta do sadomasoquismo light. “É uma linha sadomasoquista, mas com foco num público elegante. Para aquela mulher que tem o fetiche sado, mas muitas vezes não quer sentir muita dor. É um sado inicial, com delicadeza”, afirmava Tais.



O radiologista Felipe Carvalho, 31 anos, e a professora Eliza Santos, 30, namoram há quatro meses e foram atraídos pela proposta de produtos eróticos na linha light apresentados na Hot Fair. “Eu já conhecia a feira e trouxe a minha namorada. Gostei porque é mais tranquilo, tem a conexão com o livro e ela já está lendo o segundo volume da série”, contou Carvalho.
Para Eliza, a demonstração de interesse do público feminino por produtos sadomasoquistas é natural. “Acho que é uma questão de abrir a mente. A mídia está dando mais espaço para isso e a imagem de vulgar vai ficando de lado. O que acontece é que antes a mulher tinha a independência financeira, mas não tinha a independência emocional”, afirma.
Do outro lado da feira, para os mais experientes no BDSM (bondage, dominação e sadomasoquismo), o evento dedicou um espaço especial chamado Castelo do Fetiche. Lá dentro os frequentadores podem se aventurar a dar (ou levar) um tapinha, além de tirar fotos amarrados e assistir a apresentações. Um dos casais que se apresentou conta que o namoro começou após uma demonstração há dois anos.
“Eu estava apresentando a técnica e ele veio para apanhar. Apanhou três vezes seguidas e no dia seguinte quem apareceu de novo para levar uns tapinhas?”, conta a dominadora profissional Domme Lilith, 40 anos. Hoje ela e o profissional de fetiche Lord Baal, 23 anos, estão casados há um ano e meio.
IG

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